Precisava de entrar nas minhas próprias ideias das coisas, precisava de pensar na minha própria maneira de pensar e prespectiva do mundo. Isso tranquilizava-me... sabia que mais ninguém via certas coisas com as mesmas cores ou a mesma transparência. Era algo meu, sempre fora.
Também escolhera por isso aquele lugar: estava calma. Sentada naquela rocha molhada, com os pés a baloiçar a um palmo da areia enquanto, com as suas mãos límpidas, frias e transparentes a limpar-me os pés, o mar me ía soprando à cara pequenas gotas de harmonia, eu olhava para lá do que via.
Lá ao fundo, o mar dançava nos seus vestidos azuis e verdes enquanto o sol, estendido na sua infima cama de céu azul, o contemplava.
Diria que era o sítio ideal para estar, para pensar, para sonhar... mas talvez fosse só para relaxar e limpar... tudo.
(...)
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